Que fosse honesta a balaustrada que nos une
e oponíveis seriam as planas mandíbulas que nos sufocam.
Portões, perpendiculares ao chão mas não ao tecto,
fechando em catadupa anunciada,
um após o outro,
a nossa (e)terna felicidade.
Quebrando o paragrafo.
Mantendo a estrutura.
Finalizo findo e hirto consciente de que mantenho a minha sanidade.
Lanço o adeus ao firme abraço
e não mais os meus olhos se pousam nos teus.
São duros dedos meus, calejados de tanto te agarrar
e atirar ao ar, volátil e simples na tão sua miséria.
Seriam todos estes vocábulos ilustração de uma despedida,
se não fosse eu ver-te em outra vida ou, meu amor, em meus teus nossos honestos sonhos...
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Clausura: tempo segundo
Volvemos a bombordo os dois.
Afim do fim do mundo.
Um (e)terno abraço na alma.
Não me aflige mais esta calma.
Fica a conversa para depois.
Afim do fim do mundo.
Um (e)terno abraço na alma.
Não me aflige mais esta calma.
Fica a conversa para depois.
Capítulo Primeiro: Aconchego
Acordei eu, hoje, extasiado
por uma saudade tântrica que me aflige.
E eis que dou por mim
num emaranhado de faces e gestos
oblíquos, carcomendo unhas e dedos,
acostumado à acolhedora e valeriana noite.
E eis que ela chega,
e suave me aconchega,
me lembra, do sentido orgasmático, plural da vida...
ego te amo
por uma saudade tântrica que me aflige.
E eis que dou por mim
num emaranhado de faces e gestos
oblíquos, carcomendo unhas e dedos,
acostumado à acolhedora e valeriana noite.
E eis que ela chega,
e suave me aconchega,
me lembra, do sentido orgasmático, plural da vida...
ego te amo
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