sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Capítulo Primeiro: Honestidade

Que fosse honesta a balaustrada que nos une
e oponíveis seriam as planas mandíbulas que nos sufocam.

Portões, perpendiculares ao chão mas não ao tecto,
fechando em catadupa anunciada,
um após o outro,
a nossa (e)terna felicidade.

Quebrando o paragrafo.

Mantendo a estrutura.

Finalizo findo e hirto consciente de que mantenho a minha sanidade.

Lanço o adeus ao firme abraço
e não mais os meus olhos se pousam nos teus.
São duros dedos meus, calejados de tanto te agarrar
e atirar ao ar, volátil e simples na tão sua miséria.

Seriam todos estes vocábulos ilustração de uma despedida,
se não fosse eu ver-te em outra vida ou, meu amor, em meus teus nossos honestos sonhos...

3 comentários:

Maria disse...

É sempre bom visitar um canto pela primeira vez.

Anónimo disse...

Acho que já perdi a conta às vezes que li isto...

Anónimo disse...

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