segunda-feira, 30 de julho de 2007

Declaração Primeira

Para ti, para nós, para vós.
Para aquele que vos faz oscilar a vontade,
clamo eu alcoolizado pela honesta balaustrada que nos une:

"sejam vossos os vossos caminhos,
pois não mais caminhais sob o meu reinado"

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Clausura: Tempo um

Pensamento Primeiro:
É veemente desnecessária a sustentabilidade

da caridosa razão que me ostenta,
pois voláteis são os valores que rasuram a minha vontade.

Conclusão:
Revolve o revolver as mãos precedidas pelos gestos.

Puxa a culatra atrás.

(E foda-se!)

Vai um valente tiro nos cornos!

O Mineiro

Tolerante Volfrâmio
revolve fígado e pulmões.

Paciente é o minério dissolvente.
Mineiro infante, inocente.

Resolvendo a tontura o mórbido leito
a favor da tosse está
e lá se põe a jeito.

Expele catarro o Moribundo.
(Daqui para o fim do Mundo)
é desta que se lhe rasga a carne.

Não mais lhe saem senão
monocórdicas silabas,
sucumbindo a asfixia,
desprendem-se dos perenes lábios.

A estrutura Craniana agita-se.
Cordial. Solene.

(Honra e Glória ao Pai!)

Feições duras até ao último segundo!
Daqui para o fim do mundo...


O General

Estás aí?
Chove.
Anda cá.

Extrapolação da segurança, minha filha.

Coloquial a humidade se mostra,
no entanto solene fina cabra infiltra-se nos ossos
e quase que a ouço ambiciosa ao paralelismo
de um qualquer jocoso
vocábulo de agradecimento.

Gargantuano o grito,
galga a grossa atmosfera tal gárgula
a altura finita, suspensa,
concatenada a uma tangencial estrada
a um qualquer entreposto comercial de segunda.

À beira alcatrão.
À beira óleo.
À beira asco.

(bah.. quase que vomito)

Os ossos. As dores.
Os meus ossos e minhas causticas dores!

Volventes canhões que à pátria
vindoura voltais.
Aposto a náusea como trunfo em desgraças anunciadas,
conquanto, é mais a vertigem que me adita a sorte!

Maior a queda que a própria Morte!
É a decadência que agora, eu-velho, mais temo.

Vá, falamos mais tarde..
Depois do tempo que há de vir.
Está chuva, é melhor ires para dentro.

Capítulo Primeiro: Paz

A emergente urgência do Caos,
faz-se anunciar no antagonismo
que é dispor da minha paz
para falar com os demais.

E quando é vosso desejo
a eminente urgência da covardia,
escondendo febril o gesto
no anonimato,
assinais a minha volátil declaração de independência.

Canhões que à finita pátria voltais,
tendes vós uma só legião para liderar.
Legião de um só homem,
revolvendo os verdes campos do plaino adiado,
fornicando a puta da atmosfera!

Seremos amanhã soldados se
formos hoje assassinos?

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Capítulo Primeiro: Consciência

Do Nada que me resta tenho a ideia de que já foi Tudo.
Nada sou, nada quero ser, senão o Tudo que antes fui.

Capítulo Primeiro: Visão

É desta fina proa que vos vejo para além da Taprobana.
Visão de vós a morosa minha alma profana,
e na carne deixa o desejo de profanar.

Bóiam, suculentas e morosas, as palavras
à pessoana beira-mágoa, beira-mar.

(E quão leda é esta beira.)

Ilustrada com fios de seda,
é somente o manto que a veste que se faz mostrar.

Ondula fraca.
Ondula mole.
Ondula e se fina a chama
sem ferreiro ou fole.

Capítulo Primeiro: Suspiro

Acendo um Cigarro.
Desconfio e adivinho.

Vejo este tão meu mundo
por uma jaula,
e suas disjuntas grades
gradualmente se agrupam
no conjunto que é o seu todo.

Indivisível o factorial que o fracciona,
sou todos sem ser nenhum.

E de todos os que me satisfazem,
é meu desejo ser sua a minha
indissolúvel vontade.

E por mais
catársica
que se assente esta tão minha fuga,
é dela que advém a minha verdade.

Sou cão. Sou gente. Sou Pessoa